Nas teclas que sobram do meu computador, após violenta discussão ganha por ele, tento ainda reproduzir o post que ele me mandou para o galheiro após pelo menos uma hora de escrita.
Na certeza que não vou conseguir repor o que estava, na vontade de mandar tudo e todos pró caralho (onde é que eu foi que eu li isto) e cerrando os dentes, cá vai:
Ia responder aos comentários do post anterior, mas achei que teria mais lógica fazê-lo no formato de novo texto. Pelo que segue:
Imagino que para a mais comum das mulheres, a ideia de ser prostituta não seja a mais agradavelzinha. Tanto que, mesmo havendo motivos de força maior a colocar essa ofício enquanto opção - a dependência de drogas, alguma situação drástica de finanças ou até de miséria - não são todas que a vão de imediato abraçar.
Para algumas, as funções inerentes ao cargo, até podem alimentar fantasias. Mas qualquer ideia romântica que possa advir dos prazeres granjeados, da aventura, da variedade de parceiros, da atenção recolhida, facilmente se pode destruir pela prática real da coisa - o prazer pode estar ausente, a variedade aplicar-se unicamente a todo o tipo de homens desinteressantes, feios, porcos e maus, a atenção ser pouca, nenhuma, ou fixar-se unicamente num qualquer atributo físico, e o risco de apanhar doenças, de se ser violentada, abusada ou violada torna-se real.
Mas por vezes a coisa pode correr bem... Se não a Maria Porto não tinha escrito o seu livro.
Isto a propósito do episódio da espuma de barbear.
Ainda não tinha dito, mas nós éramos poucos e o motivo, que também só agora refiro, foi a de uma despedida de solteiro. A organização atempada não será o traço que melhor caracteriza o meu grupo de amigos. A espontaneidade, o impulso e o improviso, sim. E à nossa maneira, meio em cima do joelho, lá se organizou a festa.
Recordemos o cenário:
Alguns correm atrás de uma das meninas, ou vice-versa, dando-lhe ou levando nalgadas, por entre tropeços, risos e gritinhos histéricos.
A outra, estendida de costas sobre a mesa, com o corpo coberto de espuma, vê-o agora ser espalhado no corpo a 3 mãos, rindo-se, contorcendo-se, esticando os braços para trás e semicerrando os olhos de prazer. Também ela nos apalpa e nos puxa as mãos para onde mais lhe dá proveito. Num jogo de vingança e sedução tem particular gozo em nos atacar com espuma, e acaba por se apoderar da lata. De repente, já todos escorregamos e rolamos no chão em cima delas e elas em cima de nós, cobertos de branco, no amasso mais completamente obsceno, indecoroso, e na mesma medida, delicioso - mesmo sem chantilly.
O resto não conto! Fica para vos estimular a imaginação, que isto está a sair muito fraquinho perante o que antes tinha escrito.
Mas foi divertido, tanto que, não vislumbrando num futuro próximo eventual noivo no nosso grupo de amigos, ainda falamos em fazer outra festa destas, e à falta de causa, nem que se celebre novamente os 500 anos dos descobrimentos.
Mas deixo aqui a questão. Já se imaginaram a prostituir? Ou já o fizeram? Ou era de graça e na boa que alinhavam numa festividade do género? ;)